O montante é de aproximadamente R$ 30 milhões e representa 75% dos recursos totais previstos pela Copel para o Programa de Eficiência Energética de 2026.
A Eletron Energia conquistou 100% dos recursos da chamada pública da Copel (Companhia Paranaense de Energia) para projetos de eficiência energética no segmento da indústria do Paraná. O resultado consta do relatório preliminar do edital da chamada pública e representa uma captação próxima de R$ 30 milhões. O valor é equivalente a 75% do total previsto pela distribuidora (R$ 40 milhões) para todo o Programa de Eficiência Energética (PEE) de 2026. Os números consolidam a empresa como uma das principais executoras do programa no Sul do país.
Os recursos estão previstos para serem aplicados na implantação e execução de projetos voltados à redução do consumo de energia em oito grandes empresas paranaenses. Elas vêm de diferentes setores: sete da área agroindustrial e do setor de papel e celulose e um do setor de serviços.
As organizações selecionadas são: Coopavel (Cooperativa Agroindustrial de Cascavel), Ibema Indústria de papel e celulose (Turvo), Santa Maria Companhia de Papel e Celulose (Guarapuava), Moinho Régio Alimentos (Cascavel), Agrária Agroindustrial (Guarapuava) e C.Vale Cooperativa Agroindustrial (Palotina). Na área de serviços, está o Shopping Estação (Curitiba). Ainda em análise e mantido no cadastro de reserva do PEE destinado a Eletron, o oitavo projeto de eficiência energética, da empresa GTF (do setor de frango e alimentos com matriz em Maringá).

Programa de referência nacional
O PEE é coordenado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e estimula anualmente, por meio das distribuidoras de energia em cada estado, empresas de todo o país a desenvolverem ações de modernização tecnológica de sua infraestrutura energética. As intervenções têm a finalidade de transformar a economia na conta de energia em competitividade para o negócio. “Os encargos com energia são os principais para muitas empresas. Poder identificar gargalos e solucioná-los pode traz dividendos estratégicos para a empresa”, afirma Ricardo Kenji, diretor-fundador da Eletron.
Do lado das distribuidoras, o benefício esperado é que novos sistemas em operação permitam melhor aproveitamento do consumo das grandes empresas, evitando sobrecargas na rede elétrica e combatendo o desperdício. Desde a Lei nº 9.991/2000, as distribuidoras como a Copel são obrigadas a destinar parte de sua Receita Operacional Líquida (ROL) para ações de eficiência energética, conforme regulamentação da Aneel.
O PEE é considerado a principal fonte de financiamento para eficiência energética no Brasil. A busca por ações para melhorar o consumo de eletricidade na iniciativa privada brasileira está em alta. Um exemplo: pesquisa global publicada no início de 2023, realizada pela multinacional ABB – atuante em diversos segmentos, como o energético e o tecnológico – mostrou que o Brasil se destacou no levantamento. Quase metade dos representantes das empresas brasileiras confirmou na pesquisa que estava investindo na ampliação da eficiência energética (48%). Outros 51% responderam que montaram planos para este tipo de investimento, sendo este o maior percentual entre os 13 países participantes do levantamento da ABB.
Modelo sem investimento inicial atrai indústrias
Para participar do programa de eficiência energética, as indústrias interessadas precisam apresentar diagnóstico energético e informações técnicas que comprovem o potencial de redução de consumo, o que pode ser um obstáculo para empresas sem equipe especializada. A Eletron Energia atua justamente nessa etapa, estruturando propostas alinhadas às exigências do edital do PEE, desde a elaboração até a execução dos projetos.
Um dos diferenciais da empresa é o modelo sem investimento inicial por parte das indústrias. Há ainda a opção de contrato de desempenho, no qual o pagamento ocorre somente após a aprovação do projeto e a liberação dos recursos pela distribuidora.
Para Ricardo Kenji, o resultado da chamada pública da Copel reflete a consolidação de um modelo que une competência técnica e viabilidade financeira. “Ser líder na captação dos recursos disponíveis no PEE da Copel é o reconhecimento de mais de uma década de trabalho especializado. Nosso modelo permite que as indústrias modernizem sua infraestrutura energética sem desembolso imediato, o que torna o programa acessível e estratégico para empresas de diferentes setores”, afirma Kenji.
Trajetória de aprovação acima da média
Com sede em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a Eletron Energia atua há mais de uma década com foco na otimização do uso de recursos energéticos na indústria. A empresa figura entre as companhias com maior taxa de aprovação de projetos no PEE da Aneel e já consolidou mais de R$ 200 milhões em projetos para organizações do Paraná e de Santa Catarina.
Kenji destaca que a consistência nos resultados é fruto de um processo rigoroso de diagnóstico e engenharia aplicada. “Cada projeto que apresentamos ao PEE passa por uma análise técnica detalhada. Não trabalhamos com estimativas genéricas, mas com dados reais de consumo e potencial de economia de cada cliente. É isso que garante nossa taxa de aprovação e, mais importante, garante que a economia prometida se materialize na prática”, conclui.
Acesse o resultado completo do edital Copel: https://www.copel.com/site/copel-distribuicao/eficiencia-energetica/chamadas-publicas-de-eficiencia-energetica/chamada-publica-pee-copel-010-2025/